Conjunto de tecnologias integradas e conectadas que possibilitam a criação de projetos inovadores para gerar benefícios globais. Essa é a Internet of Things, IoT ou Internet das Coisas. Nós detalhamos melhor sobre o que é a internet das coisas e como ela funciona aqui.

 

Nações do mundo todo voltam os olhares para o potencial da IoT no aperfeiçoamento de cadeias produtivas, controle de energia, segurança, automação de tarefas, economia, saúde, entre outros setores que podem ser beneficiados por essa tecnologia.

 

E não é para menos: é preciso investir mais, com estudos aprofundados, cautela e interesse nas tecnologias emergentes que já estão mudando o mundo. Você sabe o que o Brasil tem feito nesse sentido?

 

Onde está o Brasil nesta história?

 

Hoje, já existem cerca de 15 bilhões de dispositivos conectados pelo mundo e, em 2025, estima-se que esse número ultrapasse os 35 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM).

 

Diante desse cenário, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) está trabalhando na articulação de um Plano Nacional para Internet of Things (IoT). Essa iniciativa prevê regulamentações, políticas públicas e o posicionamento do Brasil como uma referência mundial no segmento.

 

O Plano Nacional de IoT recebeu 2,28 mil contribuições via consulta pública realizada pela Secretaria de Política de Informática do Ministério, encerrada no dia 6 de fevereiro. O estudo foi estruturado em três fases:

 

  • Levantamento do mercado de Internet das Coisas no mundo;
  • Definição dos setores prioritários da economia brasileira para receber investimentos necessários para o desenvolvimento de IoT;
  • Formulação de ações voltadas para acelerar a implantação do mercado de IoT no país.

 

Os resultados da consulta foram discutidos pela Câmara de Internet das Coisas, criada pelo governo com a participação do MCTIC e de outros 42 órgãos governamentais, entidades representativas e centros de pesquisa brasileiros, encarregada de construir uma política nacional com ações voltadas para o desenvolvimento do mercado de IoT no Brasil até 2022.

 

Um ponto que foi observado é que a maioria das contribuições foi apresentada por empresas participantes do ecossistema de fornecedores de solução. “O usuário final ainda não despertou para a importância da Internet das Coisas na sua vida diária”, lamentou Eduardo Magrani, Pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV Direito Rio e professor de Direito e Tecnologia da instituição.

 

Apesar da possibilidade de contribuição ao Plano ter sido pouco divulgada, é preciso que nós, brasileiros, sejamos mais ativos no processo de incentivo a Internet das Coisas. Estima-se que o IoT gere um crescimento da produtividade de cerca de 2% ao longo da próxima década, podendo adicionar cerca de R$ 122 bilhões ao PIB brasileiro até 2025. Mais importante, serão criados entre 1,9 milhão e 2,6 milhões de novos postos de trabalho diretos ou indiretos até 2025.

 

Sermos mais ativos no consumo e apropriação das novas tecnologias torna nosso uso mais consciente, ajuda a criar um mercado mais colaborativo e faz da Internet das Coisas mais viável e acessível.

 

É preciso cultivar a ideia de que a tecnologia deve ser uma aliada do indivíduo, e não a protagonista de sua vida. E para pensar uma Internet, não de coisas, mas de pessoas conscientes e empoderadas, precisamos criar juntos.
Quer começar a deixar sua marca nisso? Dia 13/06 faremos um workshop sobre Internet das Coisas na Prática aqui no Mastertech, com a instrutora Giselle Guimarães. Vem saber mais sobre isso e fazer sua inscrição!

 

 

O cenário brasileiro de incentivo para a Internet of Things
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