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Mulheres na tecnologia: pode não parecer, mas esse lugar também é seu

Ser a única mulher em uma sala de inteligência da informação, te deixarem de lado em grupos de atividades ligadas à lógica, nunca ser escolhida como parte de um projeto em tecnologia. Esses e outros cenários são mais comuns do que imaginamos para as mulheres.

 

Muitas vezes, essa disparidade é encarada de forma natural, como se homens fossem biologicamente mais aptos a se envolverem com tecnologia, quando a verdade é que essa realidade foi construída socialmente, e não foi desde sempre.

 

Mulheres na história da tecnologia

 

Muitas das pioneiras da computação eram mulheres, e por muito tempo o número de mulheres estudando o assunto crescia mais rápido que o número de homens. Na década de 80, ao mesmo tempo em que a participação das mulheres no campo da computação começou a diminuir, os computadores passaram a ser comercializados mais amplamente, sendo promovidos como brinquedos para meninos. Um exemplo disso é Ada Lovelace, matemática e escritora inglesa que foi também a primeira programadora da história.

 

mulheres na tecnologia

 

Costumamos dizer que, no Brasil, os garotos são mais propensos ao futebol, mas se desde os primeiros anos de idade alguém colocar um bola na sua frente para você chutar no gol e continuar incentivando esse comportamento até sua adolescência, fica fácil entender que isso não é uma propensão, e sim uma construção prática diária.

 

Na computação não é diferente. Nossos irmãos ganharam seus primeiros videogames e computadores, tinham mais direito à passar horas e horas em frente às telas, eram chamados para consertar problemas simples e, mais tarde, incentivados à fazer cursos ligados à tecnologia da informação. Computador não era coisa de menina.

 

No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, apenas 20% dos profissionais que atuam no mercado de tecnologia da informação são mulheres. Essa diferença não é exclusividade nossa: um censo realizado pelo governo americano em 2014 mostra que elas ocupam 25% das vagas do setor e ganham 10 mil dólares a menos que os homens ocupando os mesmos cargos.

 

Como interessar mulheres para a tecnologia da informação

 

O argumento mais comum de encontrar por aí quando falamos para os homens que precisamos de mais mulheres na tecnologia é algo como:

 

 

– Mas eu já tentei apresentar tecnologia para uma mulher que conheço e ela não se interessou nem um pouco!

 

 

Se você for para os EUA e falar para um menino que treinou para acertar bolas em cestas a vida toda que futebol é melhor do que basquete, ele também não vai querer saber do que você está falando.

 

Nós fomos criadas para pensar que não somos feitas para isso, que não temos a capacidade suficiente ou que se aprofundar em tecnologia pouco importa para nossas outras atividades diárias. Ainda que nada disso seja verdade, a construção social reforça isso todos os dias.

 

A mudança é gradual, lenta e árdua, e precisa de incentivos de todos os lados para que possa fazer uma diferença real na vida de milhares de mulheres e para que gere uma transformação verdadeira no campo da computação.

 

Vamos criar uma rede de mulheres?

 

A Avanade + 99jobs + Mastertech se juntaram para revolucionar o mercado de tecnologia na iniciativa de encontrar mais mulheres na tecnologia, lançando o ADA Bootcamp. Esse curso de programação dentro do Programa de Estágio da Avanade é exclusivo para meninas que não sabem programar mas querem muito e podem começar do zero.

 

 

Interessou? Então vem fazer parte dessa transformação acessando aqui o site da 99!

 

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