Vamos parar de exportar soja e começar a exportar código.

Por diversos motivos recentemente eu estive pesquisando sobre vagas abertas no mundo de tecnologia no Brasil, na América Latina e no Mundo. Os dados são de expantar.

Muitas empresas vem se declarando como empresas de tecnologia, mesmo aquelas que o negócio depende 100% de fábricas e logística. E o motivo é claro: a competitividade que você tem no mercado quando alta dose de tecnologia é aplicada é assustadora.

As 500.000 vagas

Pra vocês terem ideia, até 2019 serão 500.000 vagas apenas em tecnologia na América Latina. Vão ter 30% mais vagas abertas do que profissionais no mercado, e isso gera uma quantidade gigantesca de efeitos colaterais, como:

  • Baixa adoção de novas tecnologias. Não tem quem possa implementar;
  • Alto uso de consultores. As pessoas capacitadas acabam querendo se aproximar de consultorias para prestar serviços a diversos clientes de uma vez;
  • Maior risco na adoção. Porque se der problema, quem vai dar suporte?
  • Alto custo de funcionários. Assim como a gente vê hoje, um profissional de tecnologia está saindo de uma empresa e indo para a outra pra ganhar 150 reais a mais.

E isso acaba sendo um ciclo sem fim.

A educação em tecnologia hoje

Hoje é preciso que um aluno passe 4 (ou mais) anos dentro de uma faculdade para se tornar um profissional de tecnologia.

Se a gente pegar as 2 maiores universidades de São Paulo (USP e UNICAMP), são menos de 50 desenvolvedores que são formados por ano. Que tipo de ecossistema a gente quer criar se as duas principais fontes de profissionais não conseguem dar conta na necessidade que o mercado precisa?

 

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Deixar de ser linear e começar a exponencializar

Pra quem não sabe a diferença do linear e do exponencial, em algumas semanas aparece um post sobre isso aqui no blog, mas fala sério, não dá pra ficar esperando 4 anos para um profissional ser formado para dar conta nesta baita lacuna de mercado.

Foi por isso que a gente criou o Bootcamp Mastetech! Em 8 semanas a gente capacita um profissional de tecnologia para ele poder trabalhar com as novas ferramentas que estão sendo apresentadas no mercado. Quem vem fazendo o Mastertech são pessoas com as mais diferentes experiências: alunos de faculdade, profissionais de fotografia, gerentes de projeto, empreendedores… São pessoas que sabe que literacia digital é essencial para o século 21.

Vamos parar de esportar soja e começar a exportar código

Estivemos recentemente no maior evento de tecnologia do mundo, o Dreamforce e foi expetacular ter um ponto de vista diferente do que temos aqui no Brasil sobre nós mesmos. Quando comentei que estávamos com planos de abrir uma sede em Nova York para prestar serviço de tecnologia, fez todo sentido na cabeça deles:

  • Estamos praticamente no mesmo fuso horário
  • Criamos um núcleo de tecnologia bem capacitado
  • Os próprios desenvolvedores crescem junto com as empresas

Nós brasileiros somos criativos, e a reputação de quem foi para os EUA e começou a trabalhar em grandes organizações é muito boa. Fui Engenheiro da Microsoft e da HP por uns bons anos e apesar da cultura ser bem diferente, é um trabalho que eles respeitam.

Vamos usar isso a nosso favor. Quer manter a conversa acontecendo? Coloque seu comentário aqui em baixo e vamos discutir sobre isso!

Bora exportar código?
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