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Growth Hacking Táticas

Confira este post escrito pelo Bruno Coutinho, instrutor do workshop “Growth Hacking – Táticas para aquisição de usuários e receitas”. Depois de ler o post aproveite e inscreva-se

Não importa o nicho ou tipo de mercado, todas querem um profissional que, como eu gosto sempre de falar, “toque o terror”.

Growth Hacking é um termo criado por Sean Ellis, primeiro gestor de marketing do Dropbox. Em 2010 ele publicou um artigo intitulado “Find a Growth Hacker for your startup” que virou texto de cabeceira para qualquer CEO que se preze.

 

A busca por esse profissional hoje é enorme, de start-ups que estão engatinhando na aquisição dos seus primeiros clientes às grandes empresas que precisam se reinventar em um ambiente altamente competitivo. Não importa o nicho ou tipo de mercado, todas querem um profissional que, como eu gosto sempre de falar, “toque o terror”.

 

Mas o que eu tenho notado ultimamente — seja nas consultorias que tenho dado como nos projetos em que trabalhei — é que ter um Growth Hacker (ou GH) no time é entender que esse profissional vai gerar incômodos e mudanças rápidas. E nem toda empresa está com a cultura pronta para isso.

 

O que significa Growth Hacking?

Antes de mais nada, vamos pensar na tradução literal do termo Growth Hacking.

Growth = crescimento

Hacking = atalho, ou como eu também gosto de falar: traquinagem

Então, a sua empresa precisa de um profissional que encontre atalhos para geração crescimento acelerado, certo?

Uma pequena digressão aqui: ela precisa de um “cara”.

Quem é o Growth Hacker?

Aliás, posso afirmar que consolidei a minha égide profissional em um dos 10 valores da Catho: “ ser eternamente insatisfeito com os resultados”.

Embora o termo e o texto de Sean Ellis sejam de 2010, eu fui perceber que já era GH muito antes de a moda pegar (acho que isso faz de mim um “Growth Hacker raiz”!). Na Catho, em 2009, minha primeira experiência com marketing digital de verdade, o foco sempre foi no crescimento acelerado. Nós tínhamos liberdade para testar, documentar e expor aos nossos gestores os erros e acertos nos nossos relatórios semanais — praxis que carrego até hoje.
Na época, inbound marketing praticamente não existia, mas tudo que envolvia Search Engine Optimization (otimizar as páginas para os buscadores), Search Engine Marketing (marketing de busca) e Conversion Rate Optimization (otimização de conversão) fazíamos de forma exaustiva. Dos testes nas campanhas de Adwords às otimizações em landing pages, passando por todas as táticas do prisma monocromático de SEO (aqui entendedores entenderão), para gerar resultados que sempre fossem melhores que os da semana anterior, era feito e registrado.

 

Aliás, posso afirmar que consolidei a minha égide profissional em um dos 10 valores da Catho: “ser eternamente insatisfeito com os resultados”. Notei que trabalhar com marketing digital, onde os resultados são mensurados de forma rápida e dinâmica, tinha totalmente a ver com as coisas em que eu acreditava e com as minhas habilidades naturais. Pode anotar: uma pontual característica de um Growth Hacker é a gana por querer sempre mais.

 

O GH é o profissional que tem experiência em geração de tráfego, utiliza técnicas de SEO, inbound marketing, SEM, parcerias, conteúdos virais, compra de mídia, ações em social mídia, implementa tags, faz testes, documenta isso tudo, é o “senhor das planilhas”, tem foco total em resultado e está diretamente ligado ao produto. Ufa!

Mas será que apenas essa andorinha faz verão?

 

Ontem e hoje

O que possibilita hoje ao GH apresentar resultados rápidos vai a encontro de como o mercado e suas ferramentas evoluíram.

 

Há 7 ou 8 anos o buraco era mais embaixo. O responsável por crescimento tinha que depender bem mais do time de tecnologia interno (ou da empresa que atendesse o cliente nessa questão) para realizar tarefas que hoje são bem simples de implementar.

 

Participei de diversas reuniões com profissionais de usabilidade, gerente de projetos e responsáveis por tecnologia para desenvolver uma única landing page – que se mostrava ineficiente em dias. Uma semana testando a landing e voltávamos a mais um briefing interminável para alguma outra ação que demoraria mais algumas semanas para ser desenvolvida.

 

Hoje o GH tem autonomia para fazer modificações nas páginas — com CMS (sistemas de gerenciamento de conteúdo, como o WordPress) cada vez mais simples -, desenvolver landing pages (há empresas que são focadas apenas nisso, como a Unbounce) e usar de ferramentas de Inbound Marketing (como a RDStation), entre outras diversas maneiras de conseguirmos leads e clientes de maneira rápida e com testes dinâmicos (A/B e muitas vezes C e D).

É tudo uma questão de conexões

GH-conexoes

Então quer dizer que hoje o GH não precisa ter mais contato com os outros times e resolve tudo sozinho?

 

Negativo.

Desacredito que deva haver UM único Growth Hacker. Pra mim isso não é mais um cargo e sim uma filosofia da empresa como um tudo. Growth Hacking nunca esteve tão próximo à cultura da empresa como hoje.

Durante os primeiros meses o GH pode até dar conta do recado e trazer resultados nas “low-hanging fruits“, mas depois a escalada se transforma em platô.

 

Atualmente a figura do Growth está cada vez mais ligada aos times de produto (responsáveis principalmente pelo onboarding), atendimento (por quê estão chegando tantas perguntas sobre um ponto específico?), usabilidade (como podemos desenhar uma melhor experiência pro usuário navegar e converter?) e conteúdo (vamos engajar nossos fãs com conteúdos e materiais incríveis).

 

Aqui na Vérios, eu e a Isa Paschuini — minha dupla/parça responsável pelos conteúdos e voz da marca da empresa — trouxemos incríveis resultados nos primeiros 5 meses trabalhando juntos. Porém chegou um momento em que a gente precisou da ajuda das outras áreas para dar continuidade no crescimento.

 

Nestes primeiros meses, o nosso time de engenharia estava muito focado em otimizar o nosso algoritmo — vida de start-up é assim, o recurso humano é limitado e precisa direcionar esforços para pontos críticos do negócio em si. Porém nos últimos meses, todas as áreas voltaram-se para a importância do crescimento da empresa como um todo – não esquecendo seus KPIs individuais.

 

Desacredito que deva haver UM único Growth Hacker. Pra mim isso não é mais um cargo e sim uma filosofia da empresa como um tudo. Growth Hacking nunca esteve tão próximo à cultura da empresa como hoje.

 

O responsável de marketing de uma empresa — principalmente em uma start-up — deve ser extremamente próximo dos outros profissionais para que juntos desenvolvam ferramentas que gerem engajamento, conversões e vendas efetivamente.

 

Durante a minha carreira profissional, eu tive muita sorte de cruzar com colaboradores geniais que se conectavam de forma sinérgica comigo e juntos trazíamos os resultados para que a empresa pudesse prosperar.

 

Óbvio que o Growth vai continuar sendo responsável pelas campanhas, otimizações de canais, correr atrás das melhores parcerias, desenvolver as traquinagens de SEO e ficar com o “olho do gavião” nos principais KPIs de resultado. Mas essas ações isoladamente não são saudáveis no médio/longo prazo.

 

Projetos especiais devem ser desenvolvidos. TI/Produto/Atendimento/Conteúdo são os motores que impulsionam os resultados de uma empresa, apropriando-se da filosofia do Growth Hacking para gerar valor, metas e resultados claros para o CEO.

 

Definitivamente, um time bem direcionado e alinhado com a cultura da empresa e na base do Growth é o que vai fazer o verão constante para qualquer empresa.

 

Gostou o texto e quer aprender mais sobre GH? Se inscreva no meu workshop de Growth Hacking na MasterTech. Nele eu vou abordar todos os temas bem mais a fundo e dar dicas preciosas para ajudar o seu negócio a alavancar. Corra que são poucas vagas!

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