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UX design é sobre pessoas: a tecnologia no mundo pelos olhos de Raquel Pisetta

Para quem já é designer, está se familiarizando na área de UX agora ou quer começar a aprender um pouco mais sobre o mercado de tecnologia, chegou no lugar certo.

 

Nosso papo com a Raquel Pisetta, UX designer de uma grande empresa na Alemanha, que passou por uma trajetória inspiradora dentro de comunicação, arte e tecnologia, mostrou pra gente como o aprendizado e a empatia são essenciais na prática do design.

 

Vem conhecer a realidade do trabalho com UX design e ver as dicas de quem já atua há 13 anos no setor, contribuindo com projetos como o Bradesco Internet Banking, General Motors, Vale, H&M, Sqore e Absolut Vodka.

 

Aprender fazendo: da comunicação ao design

 

Mudar de carreira, conhecer uma nova habilidade, saciar a curiosidade ou aprimorar o que já se vem fazendo há algum tempo. Cada um tem sua motivação para mergulhar em um novo mundo de conhecimento, e a de Raquel foi a mudança do analógico para o digital.

 

“Quando adolescente, eu passava horas no computador jogando, criando “arte” no primo gêmeo do CorelDraw, enquanto esperava a noite para conectar a internet discada. Eu achava tudo muito divertido, adorava desconstruir os templates de design para descobrir como eles foram construídos. Até que veio o momento de decidir minha carreira. Eu considerei, diversas áreas, de informática à nutrição. Quando comentava sobre informática, as pessoas me assustavam, pois havia uma quantidade absurda de matemática envolvida, também ouvi “que isso era coisa de guri”. Então optei pela Comunicação, era o curso que tinha o material de divulgação mais atrativo e eu já estava com um pézinho no Corel mesmo.” Raquel Pisetta – UX Designer

 

O caminho de criação até o UX design, entretanto, foi motivado pelo impacto que estava gerando nas pessoas. “Até que eu comecei a me questionar mais profundamente “como as pessoas reagem às peças que eu produzo?”. Então, durante meu trabalho de conclusão, decidi estudar a relação do branding com os campos da HCI (human-computer interaction), Arquitetura de Informação, Experiência do Usuário.”

 

Do design como criação de arte ao design como experiência

 

As vezes é preciso trocar a roda do carro com ele rodando. O aprendizado veio com a prática diária para Raquel, assim como vemos acontecendo no Mastertech com perfis diferentes, todos os dias, e a transição de diretora de arte para UX foi com o susto de um projeto gigantesco.

 

“Por causa da minha experiência em design gráfico, fui contratada por uma agência digital em Porto Alegre. Mas a tal transição de DA (diretora de arte) pra UX não foi nada fácil, já entrei de cara no time que fazia todo redesign do Bradesco internet banking. Naquele momento eu tinha que aprender fazendo: aplicar meu conhecimento teórico UX na prática, aprender ferramentas novas, entender pesquisa com usuário, requisitos e tecnologia, além de me adaptar ao fluxo de trabalho de uma empresa digital. A equipe do projeto era enorme e envolvia diversos perfis: designers visuais, desenvolvedores front-end, gerentes de projeto, profissionais de negócios, entre outros. Enfim, foi um ambiente perfeito para absorver o conhecimento multidisciplinar, fazer amigos e fixar minha bandeira na UX.”

 

Sobre ser mulher em tecnologia

 

Ainda temos muito caminho para percorrer no incentivo das mulheres em tecnologia. Isso é o que Raquel e muitas outras mulheres nos mostram na prática diária em um setor que ainda é predominantemente dominado por profissionais homens.

 

“Durante minha carreira, já passei por experiências onde o houve o machismo descarado, até situações quase imperceptíveis. Para enfrentar esses cenários, minhas armas desde então têm sido mostrar muito trabalho, responsabilidade e competência para construir uma relação de confiança com meus colegas. Na minha visão essas armas funcionaram bem na minha carreira, porém já tive que sacrificar aspectos pessoais.”

 

Como é trabalhar com UX design de verdade

 

“No campo da UX, nós estamos sempre conhecendo e estudando vários métodos, linhas de pensamento e ferramentas, e novas nomenclaturas aparecem todos os dias. No entanto, na minha visão, há passos básicos e essenciais que estão presentes em todos métodos, como pesquisa contextual e com usuário, geração de ideias, estrutura da informação, prototipagem e teste. Mesmo todo projeto sendo um desafio novo, seja tangível ou digital, o UX é sobre as pessoas.”

 

Comunicação com o time, colaboração, geração de ideias e produção de entregáveis de UX são as principais habilidades destacadas por Raquel para ser um bom profissional do setor. Ou seja, UX é também sobre saber ter empatia e saber lidar com pessoas, o que felizmente tem crescido dentro das empresas.

 

Além das ferramentas básicas como Photoshop, Illustrator e Axure para o UX, Raquel utiliza tudo que proporcione uma boa pesquisa de tecnologia, inspirações e tendências, além de ferramentas e metodologias que auxiliem a produção de documentação, mapas mentais, apresentações e testes. Lápis, papel, borracha e post-its se incluem nisso.

 

“Na minha trajetória eu considero essencial evoluir continuamente meu pensamento crítico sobre processos de trabalho como Design Thinking, Design de Serviço, Lean UX, Design Estratégico, entre outros, para promover e reforçar o papel estratégico do UX. Além disso, eu estou buscando explorar cada vez mais algumas habilidades, que hoje, são vistas como extras porém, no meu ponto de vista, no futuro serão  básicas. Por exemplo, conhecimento aprofundando em inteligência artificial, AR, VR, mixed-reality e internet das coisas.”

 

Sendo uma profissional que está atualmente na Alemanha, Raquel destaca que, para se trabalhar com UX design fora do Brasil, “é importante se mostrar engajado em entender a cultura local, demonstrar conhecimento e experiência em processos e metodologias de trabalho, trabalhar bem em equipe multidisciplinar e ter pensamento crítico sobre a área.”

 

Para quem está começando com UX design, a principal dica é:

 

Não entre em pânico! “Uma maneira simples e eficiente é conversar com profissionais do mercado e ir moldando suas habilidades de acordo com o que mais lhe interessa.” Não desista, envolva sua rede, esteja onde as pessoas certas estão, mostre no seu currículo o que já fez e quais foram os resultados de cada projeto. Acima de tudo, seja honesto e criativo.

 

“E aproveite a parte mais complexa e mais interessante da vida de UX: cada dia é um desafio, você aprende algo novo e acaba reforçando comunicações, conexões, ecossistemas, tudo isso com uma quantidade enorme de empatia.”

 

Para conhecer mais sobre o trabalho da Raquel, você pode acessar aqui.

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