Afinal, o que é Design Sprint?
Por Tiago Magnus CEO do Portal transformacaodigital.com

A premissa de prototipar, testar e validar novas ideias em apenas cinco dias pode até parecer mágica, mas quem sabe o que é design sprint e já teve a chance de experimentar a metodologia, reconhece que isso é algo totalmente possível.

 

Famoso por ser o método utilizado no Google para o desenvolvimento ágil de protótipos de alto impacto, o design sprint tem a premissa de ajudar equipes na criação de um produto que será testado em apenas cinco dias, sendo que cada um deles é uma etapa clara e bem definida do projeto.

 

Com isso em vista, o objetivo deste conteúdo é explicar o que é design sprint, suas origens e, o mais importante, como ele pode ser aplicado como ponto de partida para produtos incríveis. Boa leitura!

 

O que é design sprint?

 

O design sprint é um método de desenvolvimento participativo de protótipos com inspiração no design thinking e em frameworks de método ágil como o Scrum. Foi concebido e popularizado pela equipe de Jake Knapp, que descreve o método, em detalhes, no seu livro Sprint. Knapp começou a esboçar o design sprint enquanto trabalhava na Google Ventures, atual GV, que é a subsidiária focada em investimentos da Alphabet.

 

Na prática, o design sprint é um processo de desenvolvimento em que uma equipe de idealmente 4 a 7 pessoas desenvolve colaborativamente um produto que será efetivamente testado ao fim de cinco dias.

 

Os criadores recomendam que o método seja utilizado para a criação de novos produtos e serviços, implementação de novas funcionalidades, melhorias em produtos que já existem e também para o teste de qualquer projeto inovador.

 

Como aplicar o design sprint na prática?

 

O primeiro passo para começar a testar o design sprint é reunir a equipe certa. A recomendação é contar com entre 4 e 7 pessoas que precisam se encaixar em alguns papéis:

 

  • o designer — que será responsável pelo desenho da experiência desejada;
  • um desenvolvedor técnico — como um programador de softwares;
  • um gerente de produto;
  • um tomador de decisões — que em startups, muita vezes, é o próprio CEO;
  • um facilitador — que conduzirá o processo do design sprint;
  • pessoas dos departamentos operacionais da empresa.

 

Dependendo da equipe, uma mesma pessoa pode assumir vários papéis. De acordo com o projeto, também pode ser interessante ter mais de um desenvolvedor envolvido. Seja como for, a ideia é que o tamanho do time jamais fique maior que 7 ou menor que 4.

 

Uma vez que a equipe esteja reunida, com todos alinhados sobre o problema que deve ser resolvido, é hora de começar a semana, com cada dia dedicado a uma etapa.

 

Segunda-feira — Entendimento

 

O primeiro dia do design sprint é reservado para estruturar o caminho que será seguido no resto da semana. Durante a manhã, a equipe se reúne para definir o objetivo de longo prazo do projeto e compreender melhor o problema que será solucionado.

 

Depois disso, é realizado um mapa do desafio, uma ferramenta bem rápida de planejamento. A ideia é que, nessas discussões iniciais, os pontos de vistas diversos da equipe multidisciplinar sejam todos observados, para que exista uma compreensão melhor do desafio.

 

Durante a tarde, o time conversa melhor com especialistas que dominem o assunto e, ao fim do dia, recortam uma peça pequena que represente bem o problema maior e possa ser solucionada em uma única semana.

 

Terça-feira — Divergência

 

Se o primeiro dia do design sprint é dedicado a conhecer um problema, no segundo, o objetivo é explorar diversas soluções e abordagens. Nesse ponto, a intenção é utilizar o conhecimento da segunda-feira para rascunhar possibilidades para o produto.

 

Em um momento inicial, não é preciso buscar o acordo: cada pessoa do time rabisca suas ideias no papel, de forma resumida e objetiva, seguindo um processo de quatro etapas que priorize a praticidade.

Além disso, nesse dia, começa o planejamento para a sexta-feira de testes, com o recrutamento de possíveis pessoas que terão contato inicial com o produto.

 

Quarta-feira — Convergência

 

A quarta-feira do design sprint começa com uma pilha de ideias sobre o que será a solução. Mas, mesmo que muitas delas sejam excelentes, só será possível testar e prototipar uma delas. Portanto, é hora do time entrar em acordo e convergir totalmente em um único projeto.

 

Durante a manhã, todos criticam e opinam sobre cada uma das propostas, decidindo a que tem as melhores chances de atingir o objetivo de longo prazo da solução. Durante a tarde, com a ideia campeã já definida, é hora de coroá-la com um storyboard, que é um planejamento passo a passo para o protótipo que será construído no dia seguinte.

 

Quinta-feira — Protótipo

 

Muitas pessoas se assustam com a estrutura do design sprint quando se dão conta de que, dos já escassos cinco de dias de trabalho, três são reservados para planejamento e apenas um deles para a execução de fato.

 

Porém, a verdade é que, com objetivos claros e uma excelente estrutura, o desenvolvimento do protótipo é muito mais eficiente e, em uma única quinta-feira, o time encerra o dia, gerando mais valor do que muitas empresas mal geridas são capazes de construir em meses de trabalho.

 

A quinta é um dia de pouca conversa e muito trabalho duro. A premissa é que todas as dúvidas já foram solucionadas nos dias anteriores e o foco seja apenas a execução. Dessa forma, o protótipo pode ser finalizado em apenas um único dia.

 

E como se não bastasse, na quinta-feira, o time também confirma a agenda da sexta-feira e escreve as perguntas que deverão ser feitas para os testadores do produto.

 

Sexta-feira — Teste

 

A sexta-feira é o último dia de uma semana muito produtiva e, como não poderia ser diferente, também está recheada de tarefas essenciais. Aqui, o objetivo primário é testar o produto com 5 ou 6 pessoas que se enquadrem bem no público-alvo do protótipo.

 

Além de descobrir possíveis falhas técnicas resultantes de uma quinta-feira apressada, a equipe deve observar se esses testadores reagem como esperado e entender o que precisa ser ajustado na experiência para que ela seja satisfatória.

 

A fim de melhorar a compreensão sobre tudo isso, também é necessário fazer perguntas específicas e relevantes que extraiam feedbacks decisivos sobre o projeto.

 

Quando o design sprint encerrar, o resultado será que o time terá um excelente ponto de partida para um projeto maior: ele já saberá o que é o objetivo final, como chegar lá e qual o próximo passo para isso.

E você, já utiliza o design sprint? Pensa em testar esse modelo? Conte para a gente nos comentários abaixo!

Afinal, o que é Design Sprint?
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